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Poesia e cultura cearense

A história da poesia no Brasil começa no século XVI, o primeiro século da colonização, com a chegada dos padres da Companhia de Jesus ou, mais exatamente com José de Anchieta, jovem jesuíta das Canárias, evangelizador e mestre, que, segundo a tradição, escreveu 4072 versos latinos à Virgem nas areias da praia de Iperoig, atual Ubatuba, em São Paulo.

Nos dias atuais, é possível perceber que a poesia continua viva, sendo aplicada em escolas, vestibulares e até mesmo em posts do Facebook. Fortaleza é muito rica em sua cultura, incluindo suas celebrações, gastronomia, povo e outras peculiaridades, que fazem ela ser única e original.

Porém, também é preciso mencionar sua riqueza na parte literária, que contém grandes nomes da língua portuguesa como José de Alencar, Rachel de Queiroz, entre outros.

 

 

José de Alencar

José de Alencar

José Martiniano de Alencar (Messejana, 1 de maio de 1829 — Rio de Janeiro, 12 de dezembro de 1877) foi um jornalista, político, advogado,orador, crítico, cronista, polemista, romancista e dramaturgo brasileiro. Formou-se em direito, iniciando-se na atividade literária no Correio Mercantil e Diário do Rio de Janeiro. Foi casado com Ana Cochrane. Era filho do senador José Martiniano Pereira de Alencar, irmão do diplomata, Leonel Martiniano de Alencar, barão de Alencar, e pai de Augusto Cochrane de Alencar.

Escreveu romances famosos, como O guarani, 1857Iracema, 1865Guerra dos mascates – 1º vol., 1871 e Guerra dos mascates – 2º vol., 1873Til, 1871Senhora, 1875 etc.

Vítima de tuberculose, viaja para a Europa, tentando curar-se. Faleceu no Rio de Janeiro em 12 de dezembro.

José de Alencar era romancista, não poeta. O único poema em forma de prosa que escreveu, está no início de “Iracema”. Assim posto em forma de poesia:

“Iracema” – José de Alencar

Verdes mares bravios de minha terra natal,
onde canta a jandaia
nas frondes da carnaúba;
verdes mares, que brilhais
como líquida esmeralda
aos raios do sol nascente,
perlongando as alvas praias
ensombradas de coqueiros.

Serenai, verdes mares e alisai
docemente a vaga impetuosa,
para que o barco do aventureiro
manso resvale à flor das águas.

Onde vai a afouta jangada,
que deixa rápida
a costa cearense, aberta
ao fresco terral a grande vela?

 

 

Rachel de Queiroz

Rachel de Queiroz

Rachel de Queiroz (Fortaleza, 17 de novembro de 1910 — Rio de Janeiro, 4 de novembro de 2003) foi uma tradutora, romancista, escritora,jornalista, cronista prolífica e importante dramaturga brasileira.

Autora de destaque na ficção social nordestina. Foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Em 1993, foi a primeira mulher galardoada com o Prêmio Camões. Ingressou na Academia Cearense de Letras no dia 15 de agosto de 1994, na ocasião do centenário da instituição.

Morreu em 4 de novembro de 2003, vítima de problemas cardíacos, no seu apartamento no Rio de Janeiro, dias antes de completar 93 anos.

 

“Geometria dos ventos” -Rachel de Queiroz

Eis que temos aqui a Poesia,
a grande Poesia.
Que não oferece signos
nem linguagem específica, não respeita
sequer os limites do idioma. Ela flui, como um rio.
como o sangue nas artérias,
tão espontânea que nem se sabe como foi escrita.
E ao mesmo tempo tão elaborada –
feito uma flor na sua perfeição minuciosa,
um cristal que se arranca da terra
já dentro da geometria impecável
da sua lapidação.
Onde se conta uma história,
onde se vive um delírio; onde a condição humana exacerba,
até à fronteira da loucura,
junto com Vincent e os seus girassóis de fogo,
à sombra de Eva Braun, envolta no mistério ao
mesmo tempo
fácil e insolúvel da sua tragédia.
Sim, é o encontro com a Poesia.

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